Terça-feira, Abril 29, 2003

Sheila Melo se digitransforma para...


Segunda-feira, Abril 28, 2003

Música do Dia

I have never taken Life
Yet I have often paid the price
And you, you are a victim of this age
And the guilt that hangs around your neck
Has got me locked up in a cage

You've got to learn to live until no end
But first you must learn to swim
All over again
Because...

Pain lies on the riverside
And Pain will never say goodbye
Pain Lies on the Riverside
So put you feet in the water
Put your head in the water
Put your soul in the water
And join me for a swim tonight

I have forever, always tried
To stay clean and constantly baptized
I am aware that the river's banks are dry
And to wait for a flood
Is to wait for life

I've got to learn to live until no end
But first I must learn to swim all
Over again,
Because...

Quinta-feira, Abril 24, 2003

Agradecimentos

Sara, Bia...muito obrigado por ter deixado minha noite mais feliz. Para o povo que ler isso aqui, não pense que eu fiz um menage com elas duas. Se bem que, segundo a Bia, eu penso em sexo 90% do dia. Não sei como eu não bati o carro ainda!!!
O Lema

Eu sei que já coloquei isso aqui, mas é apenas um lembrete. Algo para fixar que nós somos mais do que parecemos ser e que dependemos bem menos do que queremos ter.

"Não tenho pais, faço do Céu e da Terra meus pais
Não tenho lar, faço do saika tanden meu lar
Não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder
Não tenho meios, faço da docilidade meus meios
Não tenho poder mágico, faço da personalidade minha magia
Não tenho vida nem morte, faço do eterno minha vida e minha morte
Não tenho corpo, faço da força meu corpo
Não tenho olhos, faço do relâmpago meus olhos
Não tenho ouvidos, faço da sensibilidade meus ouvidos
Não tenho membros, faço da prontidão meus membros
Não tenho leis, faço da auto-proteção minha lei
Não tenho estratégias, faço da liberdade de matar e ressuscitar minha estratégia
Não tenho forma, faço da astúcia minha forma
Não tenho milagres, faço da justiça meus milagres
Não tenho princípios, faço da adaptabilidade meu princípio
Não tenho táticas, faço da rapidez minha tática
Não tenho amigos, faço da minha mente meu amigo
Não tenho inimigos, faço da imprudência meu inimigo
Não tenho armadura, faço da benevolência e da retidão minha armadura
Não tenho castelo, faço da mente inamovível meu castelo
Não tenho espada, faço do sonho de minha mente minha espada"


Cantada no Restaurante

O sujeito entra no seu restaurante favorito e senta na mesa de sempre. Depois de ver uma morena escultural sozinha na mesa ao lado, ele chama um garçom conhecido e pede para que ele entregue um bilhete a ela acompanhado do vinho mais caro da casa. O garçom foi até a mesa da moça e disse:

- Isto é um presente daquele cavalheiro da mesa ao lado!

A mulher, muito antipática, examina o vinho e decide enviar um bilhete de resposta. O bilhete dizia: "Para que eu aceite este vinho, você tem que ter uma Mercedes na garagem, um milhão de dólares no banco e 20 centímetros dentro das calças."

O homem leu o bilhete e resolveu responder: "Para sua informação, eu tenho uma Ferrari Testarossa, um BMW 850C, um Audi TT e um Mercedes S600 na minha garagem. Além disto, tenho em torno de 12 milhões de dólares na minha conta. Mas, nem por uma mulher bela como você, eu cortaria cinco centímetros do meu bonitão! PS: Devolva o vinho!"

E agora Sr. Bush?

Nada de armar químicas ou biológicas, nada de atentados, nada de atos terroristas, apenas ações defensivas plausíveis para qualqur povo do mundo que tivesse que se defender de uma amearça melhor. Agora o mundo está entrando naquele estado de torpor onde todas as atrocidades vão ser ignoradas e mais uma vez vai ficar apenas aquela pequena dor na consciência por ter aceito tudo isso.

A ONU mostrou que não tem o poder a ela merecida. Ela não teve capacidade mediadora de um conflito devido ao jogo de interesses de alguns e a omissão de outros. Agora ela vai ter que tomar a frente como uma mãe que toma para si a culpa do filho mal-criado (e a ONU não foi uma mãe para o governo americano?), tendo que consertar cada buraco de bomba em alvos "militares" como os hospitais, escolas e casas dos iraquianos. A proposta americana? Por um banqueiro no novo governo "democrático" que irá levar a nação do Iraque a um novo frenesi de consumismo, a uma capitalização que não respeita costumes nem tradições. A velha Águia mostrou mais uma vez que mais importante que cometer um ato fora da licitude é provar ao mundo que isso tudo foi feito pelo que é bom e justo.

Resta saber como os governos agora vão se comportar quanto a isso tudo. Na hora de dividir o bolo, muita gente vai esquecer as opiniões contra-guerra e ver que o mundo sempre vai funcionar em torno daqueles que detêm os meios de iludir o povo, seja com Pão e Circo, com Deus, com a suástica ou com o dólar. O impressionante de tudo (e isso temos que aplaudir o governo americano) é que apesar de toda a falta de censura e liberdade de impressa, a formação de opinião não foi capaz de deter essa maré toda. E como tudo na vida tem seu lado bom, talvez depois disso tudo saibamos quem é o verdadeiro inimigo.
Música do Dia

All alone, staring on
Watching her life go by
When her days are grey
and her nights are black
Different shades of mundane
And the one-eyed fury toy
that lies upon the bed
has often heard her cry
and heard her whisper out a name
long forgiven, but not forgotten

You're forgiven, not forgotten
You're forgiven, not forgotten
You're forgiven, not forgotten
You're not forgotten

A bleeding heart torn apart
Left on an icy grave
And the room where they
once lay, face to face
Nothing could get in their way
but now the memories of the man
are haunting her days
And the craving never fades
She's still dreaming of the man
long forgiven, but not forgotten

You're forgiven, not forgotten
You're forgiven, not forgotten
You're forgiven, not forgotten
You're not forgotten

Still alone, staring on
Wishing her life goodbye
As she goes searching for the man
long forgiven, but not forgotten



Quarta-feira, Abril 23, 2003

Se não gostar de história oriental, não leia isso

Era o verão de 1600, o quarto ano da era Keicho, e Hideyoshi Toyotomi, o general plebeu que havia unificado o Japão, havia falecido recentemente. Durante seu reinado, caracterizado por uma visão de longo prazo, sólidas práticas administrativas e grande sagacidade política, tinham finalmente chegado ao fim as contínuas guerras que por várias gerações haviam eclodido entre os daimyos, senhores feudais, levando o Japão a viver seu momento mais próspero e pacífico em muitos séculos.

Parte do sucesso de Hideyoshi deveu-se, sem dúvida, à sua disposição em compartilhar seu poder com o go-tairo, um conselho composto por cinco regentes escolhidos entre os senhores feudais mais ricos e poderosos. Mas com sua morte a paz estava ameaçada, pois o conselho de regentes se dividira em duas facções: aqueles que apoiavam a continuidade da regência dos Toyotomi, através de seu filho Hideyori, e aqueles que defendiam a escolha do conselheiro de maior força política, leyasu Tokugawa, como shogun.

Durante todo o verão os dois lados se enfrentaram numa sutil e intrincada disputa pelo poder. Os daimyos de menor peso político, mas de vital importância estratégica, foram sondados discretamente para descobrir qual lado apoiariam no caso de uma guerra. As preferências eram mantidas em sigilo, enquanto todos aguardavam para ver qual das facções prevaleceria, antes de manifestar suas intenções. Era como se Ieyasu Tokugawa e Mitsunari Ishida, líderes das facções adversárias, estivessem jogando uma grande partida de go, um jogo de tabuleiro oriental que demanda extrema cautela e paciência infinita. Se este cenário parece familiar para você, é porque o confronto entre Tokugawa e Toyotomi foi utilizado, com algumas alterações, pelo autor James Clavell, como pano de fundo para seu livro Shogun.

Ieyasu Tokugawa era definitivamente o lado mais fraco neste confronto. Pela força de sua personalidade e reputação, ele havia conseguido atrair muitos daimyos para seu lado, mas estava consciente de que os senhores feudais eram pessoas conservadoras por natureza, e que sua tendência instintiva seria apoiar o herdeiro legítimo. Assim, Tokugawa dependia de aliados cuja lealdade era questionável. Enquanto isso, seu rival, Mitsunari Ishida, tinha o apoio de uma quantidade maior de daimyos, e o peso da autoridade dos Toyotomis.

Finalmente, em agosto as manobras e planos preparatórios chegaram ao fim. Kagekatsu Uyesugi, membro do Conselho de Regentes e partidário dos Toyotomi, reuniu um exército em sua província natal, deixando claro que seu alvo era Tokugawa, a quem acusava de traição. Ao mesmo tempo, Mitsunari Ishida também entrou em ação, liderando um exército de samurais em um movimento de pinça, com o objetivo de cercar Tokugawa.

Os planos de Ishida foram bem desenhados e executados, de forma que a derrota de Tokugawa seria inevitável, se não fossem dois engenhosos estratagemas aplicados no momento adequado.

Inicialmente, Tokugawa deu a entender que estava preparado para lutar. No início do verão ele havia deixado seu castelo em Osaka e ido para Fushimi. Enviou então seus soldados para sua fortaleza em Edo, onde seu exército reunido aguardava.
Mas ao mesmo tempo, Tokugawa havia guarnecido o castelo de Fushimi, situado entre ele e o inimigo que avançava, com um grupo de samurais experientes, liderados por seu general mais habilidoso, visando barrar o avanço de Ishida e romper o cerco.

O castelo de Fushimi representava apenas uma medida protelatória, e Tokugawa estava ciente de que logo teria que enfrentar Ishida e os demais regentes em uma batalha. Além disso, ele previa que a batalha ocorreria em algum local do distrito de Kinki, uma região ao norte de Nara repleta de altas montanhas, florestas impenetráveis e diversas kazure zato, pequenas vilas e áreas governadas por pelos daimyos mais independentes do Japão. Ocultos na região de Kinki também havia grupos de shinobi-nin, terroristas, espiões e fanáticos religiosos cuja habilidade nas artes marciais era lendária. Tokugawa sabia que, embora fossem poucos e difíceis de convencer, o apoio destes guerreiros pouco ortodoxos seria essencial, caso tivesse que combater em suas terras. Normalmente os daimyos rurais e os clãs de shinobi-nin não se submetiam aos mesmos laços que ligavam os samurais e demais daimyos ao governo feudal. Eles cuidavam de sua própria vida, sem se preocupar muito com a política nacional. Nas batalhas que ocorriam em suas terras, geralmente aliavam-se ao lado com maiores chances de vitória, ou àquele com o qual tivessem laços familiares.



Tokugawa possuía exatamente este tipo de conexão, e isto constituía a segunda arte de sua estratégia. Entre seus oficiais havia um jovem cujo pai era um dos senhores feudais mais influentes da região de Kinki. Tokugawa convocou o jovem oficial e transmitiu suas ordens. Ele deveria correr o mais rápido possível até sua casa nas montanhas de Kinki, e convencer seu pai a mobilizar os daimyos locais para apoiarem Tokugawa no confronto que se aproximava. Com o apoio de suas atividades de guerrilha, ele acreditava poder colocar Ishida em uma posição desfavorável, e assim vencer a batalha decisiva.

O oficial cavalgou por passagens desertas nas montanhas, e através de florestas de pinheiros, ciente da importância crucial de sua missão. No futuro, as realizações do jovem o fariam famoso, fundando um renomado estilo de esgrima, tornando-se instrutor de shoguns e contribuindo para a introdução do Zen nas artes marciais. Mas no verão de 1600, tudo isto ainda estava por vir, e poderia se dizer que o futuro do Japão dependia da jornada deste solitário oficial Tokugawa: Munenori Yagyu.

Tajima no kami Munenori Yagyu nasceu em 1571 no vilarejo batizado com o nome de sua família. De acordo com registros antigos e de duvidosa confiabilidade, o clã Yagyu descendia de Michizane Sugawara, um poeta da era Heian. Quaisquer que fossem suas origens, os Yagyu estavam entre os primeiros habitantes de um vilarejo ao norte de Nara, e que recebeu o nome do clã após terem sido apontados como guardiões do santuário Kasuga, localizado nas proximidades. Aparentemente a proteção do santuário era uma tarefa levada a sério, pois desde o século XIII a família Yagyu vinha dando origem a guerreiros de reputação formidável.

Mais de 200 anos depois, quando o shogunato Ashikaga entrou em colapso e levou o país ao caos, os moradores do vilarejo de Yagyu viram-se no meio de um conflito brutal, que estava sendo travado pelo controle do Japão. Por volta desta época o clã Yagyu iniciou sua ascensão.

Ieyoshi Yagyu, o avô de Munenori, liderou uma tropa de samurais e camponeses da região de Kinki contra uma série de exércitos invasores, defendendo com sucesso seu território. Nessa época a classe guerreira não estava ainda limitada aos samurais, ou bushi, e era comum, como no caso das batalhas travadas na região de Kinki, que soldados profissionais lutassem ao lado de agricultores e artesãos. Embora não dispusessem de armamento de qualidade, estes eram lutadores eficientes.

Nesses combates participava Muneyoshi, filho de Ieyoshi. Era um espadachim especialmente dotado, e que ainda na adolescência havia estudado intensamente o estilo Chujo-ryu de esgrima. Aos 16 anos combatia junto com os samurais de seu pai, e suas habilidades eram famosas, tanto que despertaram a atenção de Nobutsuna Kamizumi, um dos espadachins mais afamados do Japão na época.

Kamizumi estava realizando uma peregrinação de musha shugyo, uma jornada freqüentemente seguida por lutadores para testar suas habilidades contra outros combatentes, e também para aprimorar-se com os ensinamentos dos mestres de diferentes escolas de artes marciais. Sua reputação o precedia a cada passo do caminho.

Ele havia se aperfeiçoado em Kage, o estilo de esgrima também conhecido como Sombra, e que havia aprendido com seu pai ainda criança. Posteriormente Kamizumi aperfeiçoou inda mais este estilo, chamando-o de Shinkage (nova sombra), e foi durante este processo que encontrou-se com Muneyoshi Yagyu.

Era inevitável que Muneyoshi acabasse enfrentando Nobutsuna Kamizumi. Ambos haviam adquirido fama considerável por seu desempenho em batalhas e duelos, levando à especulação sobre qual dos dois era o melhor. Esta pergunta seria respondida em um duelo dramático, marcado para ocorrer em 1562, no templo Hozoin. O combate, contudo, foi decepcionante. O famoso Yagyu foi derrotado facilmente, e por um dos alunos de Kamizumi, que sem esforço, e em uma fração de segundos, empurrou a espada de Yagyu para o lado e atacou com sua espada de treinamento com toda a força, parando o golpe a um fio de cabelo da cabeça de seu adversário!

A derrota humilhante teria sido amarga para Muneyoshi Yagyu, se ele não fosse o homem que era. Em vez de reclamar ou inventar desculpas, reconheceu em Kamizumi um instrutor sem igual, e imediatamente pediu para ser aceito como aluno na escola Shinkage-ryu. Nobutsuna Kamizumi percebeu que o jovem samurai de Yagyu estava acima dos espadachins aventureiros que o desafiavam apenas para buscar a fama, e aceitou Muneyoshi como seu discípulo.

O relacionamento foi proveitoso, e sob a orientação de Kamizumi, Muneyoshi Yagyu aprimorou rapidamente suas habilidades, destacando-se por sua maestria e tornando-se o melhor entre os discípulos de seu mestre. Com o tempo, retornou às terras de sua família, assumindo o comando do clã Yagyu e ensinando sua versão do estilo Nova Sombra, que naturalmente tornou-se conhecida como Yagyu Shinkage-ryu.

Assim, Munenori Yagyu nasceu numa família renomada, e intimamente ligada ao kenjutsu, a arte da espada. O mais jovem de uma prole de onze, e com quatro irmãos mais velhos, é surpreendente que Munenori tenha recebido alguma atenção de seu pai. Quis o destino que, no mesmo ano em que nasceu, seu pai e Yoshikatsu, seu irmão mais velho, estivessem lutando em uma batalha perto de Nara. Durante a luta Yoshikatsu recebeu um ferimento grave, e a lesão o impediu de tornar a praticar kenjutsu de maneira intensa.

Pela tradição, Yoshikatsu deveria herdar a liderança do clã Yagyu e o título de mestre supremo da escola de esgrima. Mas mesmo continuando a ser um espadachim habilidoso, apesar de seu ferimento, e de já haver sido iniciado nos okuden (princípios secretos) da Shinkage-ryu, seu pai decidiu indicar um dos outros filhos como seu herdeiro na escola. Dois outros jovens Yagyu haviam se tornado monges budistas, em vez de seguir o perigoso caminho do samurai. O quarto filho na linha de sucessão aparentemente não tinha suficiente talento na esgrima, pois Muneyoshi começou a treinar seu caçula nas técnicas da escola, com a intenção de indicá-lo seu sucessor.

De acordo com as histórias contadas nas vizinhanças do vilarejo de Yagyu, Munenori era um aluno dedicado, com um intenso entusiasmo pelo aprendizado da esgrima. Uma história a seu respeito descreve um exercício elaborado por ele para desenvolver o ritmo e movimento de pernas. Utilizando vários pedaços de cipó, amarrou pequenas pedras em uma ponta, atando a outra aos galhos de um grupo de cedros próximo de sua casa. Puxando as pedras suspensas, ele fazia com que os galhos balançassem, e, quando todos os galhos estavam em movimento, Munenori tomava posição no meio deles, com a espada de madeira na mão. Então, deslocava-se rapidamente entre as pedras em movimento, golpeando com a espada e tentando atingir tantas pedras quanto possíveis, sem perder o equilíbrio e o controle.

Outra história da infância de Munenori fala de sua determinação em se capacitar para os rigores da prática do kenjutsu. Aconteceu no inverno, quando o vilarejo de Yagyu estava coberto de neve, e a maioria dos moradores permanecia abrigada em casa, ao redor do kotatsu, um fogareiro que era a única forma de aquecimento nas casas japonesas da época. Munenori, contudo, via a neve como um eficiente recurso de treinamento. Usando apenas uma tanga, ele disparava pelas encostas, brandindo vigorosamente a espada enquanto utilizava a massa de neve para fortalecer as pernas.

Hoje em dia, este tipo de exercício pode parecer estranho, mas na época de Munenori suas atividades eram consideradas normais para o desenvolvimento de um espadachim, que teria que enfrentar desafios tão rigorosos quanto mortais. Além de seus exercícios individuais, Munenori tinha lições diárias no dojo de seu pai, não somente em esgrima, mas também no uso da lança, alabarda e bastão, além de duas especialidades da escola Yagyu-ryu: o método de luta com o pesado leque de metal utilizado pelos samurais, e as técnicas de kumiuchi, forma luta corporal desarmada, a partir da qual o jujutsu evoluiria posteriormente.

O kumiuchi da escola Yagyu-ryu, quase tão respeitado quanto suas técnicas de espada, foram muito úteis em 1594, quando o chefe da família Tokugawa convidou Muneyoshi Yagyu e seu filho Munenori, então com 24 anos, para apresentar-se em sua mansão em Kyoto. Ieyasu Tokugawa, sempre um hábil estrategista, já antevia o momento em que a ausência de Hideyoshi Toyotomi deixaria vaga a regência do Japão. De fato, é possível que sua real intenção, ao convidar os espadachins Yagyu e buscar seu apoio, fosse a possibilidade de que estes se tornassem, no futuro, um recurso valioso na disputa pelo poder no Japão. Seja como for, isto teve ter tido pouca importância para Tokugawa naquele dia, pois ao final da apresentação ele se encontraria com a espada desembainhada, face a face com o lendário Muneyoshi Yagyu.

O encontro ocorreu como resultado de uma pergunta feita por Tokugawa ao chefe do clã Yagyu. No tatami em frente ao tablado onde se sentavam Ieyasu Tokugawa e seus principais auxiliares, Muneyoshi e Munenori haviam apresentado alguns dos katas da escola Yagyu. A platéia era composta por soldados experientes, que praticavam o kenjutsu, e que não se impressionavam facilmente. Mesmo assim, acompanhavam atentamente a apresentação, assistindo com prazer e concentração à medida que pai e filho enfrentavam-se, espadas faiscando, girando, atacando e esquivando-se com perfeita sincronia e controle. Os oficiais do clã Tokugawa admiravam silenciosamente. Contudo, seu líder, com sua profunda percepção, viu que estava presenciando mais do que uma excelente apresentação de esgrima. Notou que o Yagyu mais velho era capaz de prever, como que por magia, a direção e a intensidade dos golpes de seu filho, bloqueando-os mal haviam começado. Fez então uma pergunta a Muneyoshi, esperando esclarecer suas suspeita.

"Yagyu-san, você havia dito que seu estilo de esgrima depende de uma sincronização perfeita dos movimentos do corpo, atacando para bloquear a espada do adversário. Mas como um Yagyu desarmado se sairia contra um oponente armado?"

Muneyoshi admirava profundamente Ieyasu Tokugawa, e o considerava seu superior. Mas era também um homem esperto, de inteligência rápida como seu anfitrião, e percebeu que esta era a oportunidade para que a Yagyu Shinkage-ryu se diferenciasse das muitas escolas então existentes. Assim, ajoelhou-se e curvou-se até tocar a testa no tatami.

"Se vossa alteza tiver a gentileza de me atacar, ficarei honrado em demonstrar", respondeu Yagyu.

A resposta ousada deu resultado. Ieyasu Tokugawa levantou-se, desceu do tablado e selecionou um bokken em um suporte de armas próximo a ele. Trajando um hakama de seda e um kamishimo (um colete com ombros em forma de asa) sobre seu kimono, assumiu uma postura de combate diante do mestre Yagyu, que trajado de maneira simples, e mesmo com toda a sua habilidade, era apenas um senhor feudal de menor importância.

De todos os espectadores, somente o jovem Munenori estava certo do desfecho, tantas vezes havia presenciado seu pai em ação. Diante do olhar calmo de seu adversário, Tokugawa avançou em direção a Muneyoshi Yagyu, um samurai destemido e musculoso contra um homem 20 anos mais velho, que aguardava calmamente, com as mãos estendidas à altura do quadril.

Tokugawa atacou velozmente, seu corpo descendo junto com o golpe que tinha certeza de haver acertado. Mas Muneyoshi Yagyu não estava sob a lâmina de madeira. Ele havia girado o corpo de forma mínima, revertendo o movimento e arremessando Tokugawa para trás, enquanto a espada de treinamento voava na direção oposta. Os oficiais de Tokugawa ficaram paralisados, sem acreditar no que viam. Munenori, do outro lado do tatami, também estava atônito. Entre ele e o tablado, Tokugawa estava estendido no tatami, fitando o homem que tranqüilamente permanecia em pé acima dele. Então acenou solenemente com a cabeça.

"Suki desu!" ("Gostei!")



Ali mesmo Tokugawa convidou Muneyoshi Yagyu para ser seu instrutor de esgrima. Para um espadachim este era o melhor emprego possível, assegurando a ascensão ao cargo de hatamoto (oficial principal), um salário magnífico e considerável influência nos círculos políticos e sociais. Muneyoshi ficou honrado, mas declinou do convite, sugerindo que seu filho seria adequado para o cargo. Uma vez mais Tokugawa ficou impressionado com a sabedoria do chefe da Yagyu-ryu. Ao indicar seu filho para o cargo, ele havia assegurado o futuro de Munenori nos dias turbulentos que pressentia. O sexagenário Muneyoshi estava perto de se aposentar, mas ao colocar seu filho numa posição tão próxima do clã Tokugawa, estava certo de que o destino do clã Yagyu seria assegurado.

Munenori Yagyu recebeu assim o encargo de treinar leyasu Tokugawa e sua família em esgrima. Em troca, Tokugawa, agradecido, presenteou Muneyoshi com um contrato no qual se comprometia a seguir as normas da escola Yagyu Shinkage-ryu, e a proteger os integrantes do clã Yagyu.

E assim, a partir de tal passado, Munenori Yagyu tornou-se instrutor e oficial de confiança de Ieyasu Tokugawa; e assim, no verão de 1600, lá estava ele galopando pela estrada Tokkaido em direção ao vilarejo de Yagyu, para uma conversa com seu pai que poderia auxiliar seu senhor a vencer a batalha pelo título de Shogun.

Ao contrário do ditado chinês que diz que "na terceira geração vem a destruição", Munenori tinha uma personalidade tão forte quanto a de seu pai e seu avô. Ele e Muneyoshi convenceram os senhores feudais da região de Kinki a se aliarem a Tokugawa. Em encontros secretos com grupos de ninjas e especialistas em guerrilha que habitavam a região próxima ao vilarejo de Yagyu, foram feitos acordos com aqueles lutadores, alguns dos quais partiram para auxiliar os samurais de Tokugawa que defendiam o castelo de Fushimi, barrando o avanço de Mitsunari Ishida.

Apesar de não existirem registros destes acordos, eles foram uma contribuição valiosa para que Tokugawa conquistasse o shogunato. Não existem indícios de que Munenori tenha contatado seu irmão mais velho, embora seja provável que isto tenha acontecido; tal encontro também contribuiu para o sucesso de Tokugawa, como indicam acontecimentos posteriores. Munetoshi, o filho que o patriarca Yagyu havia considerado incapaz de chefiar o ryu, havia se tornado um alto conselheiro de Hideaki Kobayakawa, aliado de Mitsunari Ishida.



Com todos os atores reunidos no palco, os acontecimentos se sucederam rapidamente, embora não de acordo com os planos de Ishida e outros partidários de Toyotomi. O movimento de pinça que visava capturar Tokugawa foi desperdiçado quando o castelo de Fushimi resistiu ao cerco. Reforçado pelos ninjas de Kinki, os samurais de Tokugawa retiveram Ishida por muitos dias. Quando ele finalmente tomou o castelo e iniciou uma marcha forçada para completar sua parte no movimento de pinça, já era tarde demais: Kagekatsu Uyesugi, responsável pela outra parte do movimento, havia perdido a confiança e reteve suas tropas, aguardando para ver o que aconteceria. Com o fracasso de sua estratégia, Ishida movimentou seu exército para a entrada de um vale em forma de U, chamado Sekigahara, onde se reuniu com seus aliados. Embora suas forças combinadas, com um total de 90.000 soldados, estivessem agora em inferioridade diante dos 100.000 samurais de Tokugawa, sua manobra era engenhosa: quando Tokugawa atacasse, seria cercado e empurrado para o vale, onde seria massacrado pelas tropas de Ishida atacando por ambos os lados.

Começou a chover na noite de 14. Em meio a trovoadas, caiu uma chuva forte e contínua. Em suas tendas os samurais checavam suas armaduras, preocupados com a lama que tornaria a luta ainda mais cansativa. Soldados de infantaria, sem nenhuma proteção contra a chuva além de suas lanças, encolhiam-se imaginando o que poderia ser pior: lutar na batalha ou tremer de frio. Pela manhã a chuva havia se transformado numa garoa, invisível no meio do nevoeiro matinal. Ao som dos rangidos de suas armaduras ensopadas, as tropas de Tokugawa marcharam em direção a Sekigahara.

A batalha começou quando os samurais de Ishida e Tokugawa tropeçaram uns nos outros em meio ao nevoeiro. Sekigahara pode ser descrita nos livros como a versão japonesa da batalha de Gettysburg, mas para os combatentes a luta deve ter parecido simplesmente um grande tumulto. Havia dezenas de generais comandando seus soldados, e mesmo em condições melhores a situação ficaria caótica. Assim, unidades do mesmo exército se atacavam, algumas se perdiam completamente e outras, retidas por comandantes temerosos como Uyesugi, nem chegavam a entrar em ação. Batalhões de mosqueteiros maldiziam a umidade que inutilizava os rifles, misturados a lanceiros e espadachins, todos lutando por uma posição num campo de batalha que as cargas de cavalaria haviam transformado num lamaçal pegajoso. Some-se a isso o ruído ensurdecedor das ordens de comando, dos gritos dos feridos e dos disparos das armas, combinado com o nevoeiro, e pode-se ter uma idéia do que foi a batalha.

Apesar da enorme confusão, ainda parecia que Ishida seria vitorioso. Tokugawa havia concentrado seus samurais na entrada do vale, e Ishida havia recuado, aguardando apenas que seu aliado Hideaki Kobayakawa atacasse para finalmente destruir o adversário. Porém, mais uma vez seus esforços foram arruinados. Munenori Yagyu havia convencido seu irmão Munetoshi a persuadir seu senhor a mudar de lado no momento crucial da batalha. Em vez de atacar Tokugawa, Kobayakawa uniu-se a ele, e juntos arrasaram as tropas de Ishida. A habilidade de Ieyasu Tokugawa, juntamente com seu planejamento cuidadoso e sua confiança nos Yagyu, fez com que vencesse a batalha.

No final do dia Ishida estava morto, e seus aliados batiam em retirada, desmoralizados. A vitória em Sekigahara foi o passo final no plano de Tokugawa para obter o poder político, e antes mesmo que os mortos fossem retirados do campo de batalha, já se comentava que ele seria nomeado Seii Taishogun, o governante militar do Japão.

Munenori recebeu notícias da batalha na residência de seu pai, no vilarejo de Yagyu. As cortinas abertas deixavam ver os bosques que cercavam a casa, enquanto Munemori refletia profundamente sobre as conseqüências que a vitória de Tokugawa trariam para o futuro de seu ryu. Havia muito que planejar. Para o Japão, Sekigahara marcou o início de uma longa era de unificação e prosperidade sob a regência de Tokugawa. Para Munenori Yagyu e a escola Shinkage-ryu, foi o início de um caminho para a fama e para um lugar sem igual na história da esgrima japonesa.


Texto retirado da AMK



Terça-feira, Abril 22, 2003

Vai que cola!

Aê povo....amanhã é meu aniversário, por isso fiz uma lista de coisas que eu quero:

- Uma Ferrari
- Uma passagem com hospedagem para o Japão
- Uma Katana do século 17
- Uma casa na serra de Guaramiranga
- Um jantar com a Natalie Portman
- Uma vaga na primeira viagem comercial para a Lua
- Os livros do Musashi
- e uma Harley

Lições

Você passa o feriado todo ao lado dos amigos, bebendo, conversando, lembrando de antigas histórias, vivendo novas histórias e reza para que esses momentos nunca acabem. Você vive no corre-corre da vida tentando não parar um minuto para não pensar que, se você não estiver um relatório para fazer, uma fila de banco para pegar ou uma prova para estudar, você vai notar que está sozinho e que ninguém vai te consolar no último dia de um feriado chuvoso. Esses breves espasmos de nostalgia e saudade servem para mostrar que apesar de todas conquistas, ainda estou muito longe de atingir meu objetivo de vida.

Nota Mental: You know me better than I, You know yourself better than I, but I know us better than You.
Música do Dia

Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é dada com fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
É o fim

É o fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz


Quarta-feira, Abril 16, 2003

Será que vai prestar?!


O filme vai fazer uma volta a história do Padre Merrin (aquele velhinho do primeiro filme) tendo seu primeiro encontro com o demônio. Inicialmente, o padre seria interpretado pelo ator Liam Neesom mas acabou sendo substituído por Stellan Skarsgard (fez Amistad e Ronin), mas nada que vá prejudicar o chamativo das pessoas a irem ver o filme no cinema. Só espero que o filme não seja um besteirol só a fim de dar medo nos espectadores como foi a segunda parte sem nenhum seguimento do roteiro original.


Terça-feira, Abril 15, 2003

Direito a Defesa

Defendendo aos meus companheiros mazelas do raciocínio do Henrique, nem todo corno é mazela. A sua fundamentação está correta até certo ponto. Você diz que "todo castigo para corno é pouco" e que todo mazela vive sobre eterno castigo, logo, em tese todo mazela deveria ser corno, o que não acontece por uma simples e boa ironia da nossa filosofia. Uma vez que somos mazelas, não temos namoradas, esposas nem amantes...logo não podemos ser corno. Atenciosamente....Raniere, o mazela-mor.
E Deus inventou a mulher...aí fodeu tudo!


Segunda-feira, Abril 14, 2003

Luau (ou Lual?)

Para os mazelas de plantão que vão passar a semana santa aqui em Fortaleza sem nenhuma perspectiva de grandes farras, eu sugiro que façamos um luau na quinta-feira lá no Porto das Dunas. Até lá a lua ainda deve estar bonita...de qualquer forma nós nunca vamos para ver muito a lua mesmo...burrrpp!

Espero confirmações dos blogueiros.


O Casório

- Alô?!
- Aê! Tudo bom Raniere?!
- Fala Lucas?! Beleza cara?
- Beleza! Que você tá fazendo?!
- Trabalhando...e tu?
- Eu tô indo me casar agora. Você quer ir ser meu padrinho?!
- Héin?!
- Pois é! Eu tava aqui conversando com a Márcia sobre casamento e num tinha nada para fazer e eu disse: Quer saber de uma coisa? Vamo casar!
- Já pensou se toda pessoa que tivesse um acesso de ócio fizesse o que você tá fazendo? Os cartórios agradecem.
- Eu sei que parece loucura...
- É loucura!
- Tá bom, é loucura. Mas a gente se gosta e é o que vamos fazer. E como gostamos de você, estamos te dando a oportunidade de ser nosso padrinho. E também por que ninguém que eu chamei até agora concordou!
- Ah, muito obrigado. Eu vou, mas eu acho que você está sendo precipitado. De qualquer forma esses acessos de loucuras não devem ser barrados...vamo nessa.
- Obrigado. Bom, outra coisa...você pode levar a Márcia para casa depois?
- Você vai casar e quer que depois eu leve ela para casa? E a lua de mel?
- Amigo, a lua de mel começou bem cedo. Por quê você acha que eu fiquei conversando com uma mulher sobre casamento?!
- Tchan!

Música do Dia

Há quanto tempo eu vinha me procurando
Quanto tempo faz, já nem lembro mais
Sempre correndo atrás de mim feito um louco
Tentando sair desse meu sufoco
Eu era tudo que eu podia querer
Era tão simples e eu custei prá aprender
Daqui prá frente nova vida eu terei
Sempre a meu lado bem feliz eu serei

Eu me amo, eu me amo
Não posso mais viver sem mim

Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Prá eu gostar de mim , me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Prá toda vida eu quero estar comigo

Eu me amo, eu me amo
Não posso mais viver sem mim

Foi tão difícil prá eu me encontrar
É muito fácil um grande amor acabar, mas
Eu vou lutar por esse amor até o fim
Não vou mais deixar eu fugir de mim
Agora eu tenho uma razão pra viver
Agora eu posso até gostar de você
Completamente eu vou poder me entregar
É bem melhor você sabendo se amar


Sexta-feira, Abril 11, 2003

Diferenças




Capitão Coragem

E tem um amigo meu que tem um grande problema de ISASO (Introdução Social ao Sexo Oposto). Ele não consegue ver uma mulher atraente e simpática sem que ela represente a mãe dos filhos dele e isso acaba atrapalhando na hora de dar um simples olá.

- Vai lá Maurício. Ela é bonita, parece ser simpática e pela tatuuagem que tem nas costas, parece ser bem liberal.
- Eu sei. Mas a festa tá começando. Vamo esperar mais um pouco. Vamo tomar uma cerva aqui.
- Começando?! Já são três horas da manhã. Quem não faz leva viu?!
- E se ela não gostar de mim?!
- E se ela gostar? Você tem que ir lá ver cara. O máximo que pode acontecer é você levar um não.
- Raniere, você sabe que sou apaixonado por ela. Se ela me der um não eu morro.
- Você morre se ela te der um não e em seguinda puxar uma Desert Eagle e te der uns cinco tiros. Se isso acontecer, não esqueça de sempre seguir a luz branca. Caso o contrário, você simplesmente volta para cá e a gente curte o resto da festa.
- Você tem que ir lá comigo!
- Ela está sozinha. Eu só vou atrapalhar. Vai lá, como dizia meu pai, quem tem medo de cagar não come.
- Mas e se...
- Sem se e nem mas. Você vai lá agora.
- Olha, tem um cara chegando lá! Filho da mãe!
- Filho da mãe é você! Me faz passar a noite aqui sentado com um monte de gente legal por aí e eu tendo que dar conselhos de como chegar em uma menina para um cara de 20 anos. Olha, tu já viu estatística né?
- Vi!
- Você sabe que toda todas as situações reais, mesmo que bm pequenas, existem suas realizações. Dificilmente existirá um "p-q=0" no caso de ficar com alguém. Resumindo, se você queixar umas 40 pessoas, provavelmente você vai ficar com uma.
- Não me vem com papo nerd, essas coisas não se aplicam as mulheres.
- A matemática se aplica a tudo! Olha, o cara tá saindo!!!!
- Ahhh, mas se o cara voltar?
- SE O CARA VOLTAR EU VOU OFERECER UMA MÚSICA DO TIPO "ORDINARY LOVE" PARA ELES DANÇAREM JUNTOS. E VOU TE DEIXAR AQUI SOFRENDO COM ESSE TUA DOR DE COTOVELO.
- Calma, tô indo!!!
- (5 minutos depois) Bem que você disse! Ela me falou que fazia meia hora que tava esperando eu ir lá.
- É mesmo?! E ai?!
- Ela é casada. Disse que o marido dela a traiu e quer se vingar.
- Sai dessa! Isso aí só tem dois resultados possíveis, tu levar um bela balaço e ir para a terra-dos-pés-juntos, ou na melhor das hipóteses, servir apenas de objeto sexual. Se você se conformar com isso...
- Não quero nem saber...e tá vendo aquela outra menina ali? Ela piscou para mim! Vou lá falar com ela!!!
- Ela tá acompanhada...sai fora!
- Tô nem aí, você me ensinou o caminho da verdade...fui!!!
- Meu Deus....criei um monstro!!!

Pensamento do Dia

"Amigo não é aquele que separa as brigas. Amigo é aquele que entra logo com uma voadora!"


Chuck Norris, o manso.

Quinta-feira, Abril 10, 2003

Os Paralamas vão tocar na capital


Beach Park, me aguarde!

Quarta-feira, Abril 09, 2003

Eu pensei que ia ser o Charlie Brown



I am linus

Which Peanuts Character Are You Quiz





Terça-feira, Abril 08, 2003

"I see nerd people"


CRTL C, CTRL V do blog do Bitibas

Música do Dia

I want you to know that I'm happy for you
I wish nothing but the best for you both
An older version of me
Is she perverted like me
Would she go down on your in a theater
Does she speak eloquently?
And would she have your baby
I'm sure she'd make a really excellent mother

'Cause the love that you gave that we made
wasn't able to make it enough for you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died, 'til you died
But you're still alive

And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

You seem very well, things look peaceful
I'm not quite as well, I thought you should know
Did you forget about me Mr. Duplicity
I hate to but you in the middle of dinner
It was a slap in the face how quickly I was replaced
Are you thinking of me when you fuck her

'Cause the love that you gave that we made
wasn't able to make it enough for you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died, 'til you died
But you're still alive

And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

'Cause the joke that you laid in the bed that was me
And I'm not gonna fade
As soon as you close your eyes and you know it
And every time I scratch my nails down someone else's back
I hope you feel it...well can you feel it




Comportamentos

Eu acho que as pessoas devem ter uma certa preguiça em pensar antes de falar, principalemente quando vão falar sobre algo que é muito trivial. As vezes tão trivial desmerece alguma pergunta ou comentário. Ou então pode ser pelo simples corre-corre da vida e tentamos sempre manter as informações em dia, mesmo que isso signifique perguntar "que horas são?" a cada cinco minutos. Eu estava saindo do elevador no prédio na Fernanda onde o carro estava estacionado no subsolo. As portas se abrem e dou de cara com um rapaz que me faz a seguinte pergunta:

- Esse elevador sobe ou desce?
- (Ele não sobe nem desce, só anda de lado!) Sobe! Aqui é o subsolo!
- Ahhhh! É mesmo!

Depois fiquei pensando se fui muito rude na resposta, embora eu queria ter respondido o que tinha ficado entre parênteses. Depois fiquei pensando se ele sabia que só havia um subsolo, mas acho que pelo "Ahhhh" ele fez uma pergunta meio idiota mesmo. Pode ser que na nossa cabeça, algumas coisas muito óbvias precisem de alguma confirmação como naquelas questões da prova do vestibular que você responde tão rápido que fica pensando se realmente o resultado é tão fácil.

É fácil perceber essas coisas em pessoas apaixonadas e mais fácil ainda de ver homens perguntando onde fica o McDonalds mais próximo com um "M" gigante atrás dele. O ser humando quando está apaixonado fica meio com aquela cara de "cego perdido no meio do tiroteio" e faz coisas estranhas aos olhos dos reles mortais. Abre a geladeira umas 20 vezes por hora como se a alma-gêmea estivesse lá dentro, fica respirando fundo como tivesse levado um soco no estômago, muda a rota do caminho de casa para passar em frente do escritório da pessoa amada...coisas que racionalmente não fazem muito sentido.

É tudo muito estranho...



Sauron, o inimigo dos povos livres da Terra Média


Segunda-feira, Abril 07, 2003

Música do Dia

Baby, compra o jornal, e vem ver o Sol
Ele continua a brilhar
Apesar de tanta bararidade
Baby, escuta o galo cantar
A aurora dos nossos tempos
Não é hora de chorar
Amanheceu o pensamento

O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar a grande roda da história
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de ventos

Se você não pode ser forte
Seja pelo menos humana
Quando o papa e seu rebanho chegar
Não tenha pena, todo mundo é parecido
Quando sente dor, mas nu e só ao meio-dia
Só quem está pronto pro amor

O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou, mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de ventos

Mas quem tem coragem, de ouvir
Amanheceu o pensamento, que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de ventos....



O diabo deve estar rindo

A Jihad foi convocada. Agora um monte de iraquianos vão morrer por Alá, outro monte de britânicos e americanos vão morrer por Deus e alguns vão morrer por ninguém (e isso não ajuda em nada). A guerra que tinha um carácter econômico-ideológico agora vai assumir a pior de todas as facetas, aquela em que lutamos para transformar nossos deuses de paz em deuses de guerra. E o diabo deve estar rindo disso tudo...

Lembrei de uma reportagemm da Globo (de vez em quando eles acertam) em que mostrava o presidente Bush dizendo que Deus estava do lado dele, Saddam dizendo que Alá estava ao lado dele e no final mostrava o Papa, um líder religioso que pedia o final da guerra não devido a sua posição de chefe da Igreja mas como chefe de Estado. Nessas horas dá para imaginar que as guerras dito santas nunca vão acabar por que o homem ainda acha que Deus (ou deuses) tem lados e políticas, não percebemos que nossas divisões e nossos interesses são características nossas e não de uma inteligência superior.

Daqui a alguns anos, quando esse conflito acabar, em todas as partes do mundo vão aparecer pessoas dizendo que não acreditam nisso ou naquilo por que alguém fez algo contra alguém por acreditar em algo. E nossas frustrações acabam por colocar uma barreira em algo que deveria ser bom mas que olhamos por outros olhos. E o diabo acaba rindo novamente....






Sábado, Abril 05, 2003

Música do Dia

O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano e italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês e japonesa

O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire

O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado

O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Por que você me trata mal
Se eu te trato bem
Por que você me faz o mal
Se eu só te faço o bem

Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas

Everybody is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Ghandi
Só não falamos as mesmas línguas

Não foi dessa vez

Depois da Nicole Kidman foi a vez de mais uma mulher de Hollywood me abandonar por outro cara que ganha um pouco mais que eu. Estou falanda da Liv Arwen Tyler. Acontece, mas ainda há esperanças....a Natalie Portman ainda vai ser minha!!!!


Sexta-feira, Abril 04, 2003

Hanoi Hanoi é o novo!!!


Estupidez

- Fulano, você é uma ótima pessoa. Sabe como resolver os problemas da empresa e entende a política da empresa (traduza por lucro e mais lucro). Porém você tem alguns problemas, digamos, problemas de relacionamento...
- O que você quer dizer com isso?!
-Sinceramente?!
- Sim!
- Você é muito estúpido, fala muito alto, não consegue impor suas idéias a não ser por meios coativos e fala muito palavrão.
- PUTA MERDA, CARALHO, NÃO ACREDITO QUE ESTOU OUVINDO ISSO!!!!

Esclarecimentos

Um monte de gente já perguntou se eu peguei muito sol ultimamente ou se levei alguma pancada na cabeça por ter desistido do curso de Atuária na UFC depois de cinco anos e ter mudado para biologia. E abrindo um sessão "Minha Vida" aqui nesse blog, vou dar o respaldo dessa decisão.

Eu sempre quis biologia, mas sempre tive medo de ser um profissional frustrado, perdido entre a paixão da profissão e a necessidade de sobreviver financeiramente. Como diria meu pai, ser biólogo no Brasil é estar fadado a ser um professor de escola do segundo grau. O fato de não receber incentivos e ainda ter que viver sobre a alcunha de "sonhador" acabou meio que minando minhas escolhas. Admito que foi fraqueza, mas eu sempre tentei agradar muito as outras pessoas antes que meus gostos. Erro fatal.

Depois de muito tempo eu vi que meu rumo de vida, apesar de estar progredindo de uns tempos para cá, não ia me fazer feliz. A idéia de viver em uma firma do sul, dentro de uma sala escuro, com terno e gravata e todos aqueles números e relatórios e os tratamentos frios entre os colegas de trabalho, tudo isso me dava um temor maior que qualquer outra coisa. Então me veio uma luz, aquelas idéias que surgem quando você acaba conhecendo certas pessoas que lhe influenciam positivamente (sem citações de nomes). E os projetos de vida estão agora encaminhando para um lado bom...

Não tenho nenhuma certeza que a minha vida venha a ser um mar de rosas...aliás, ninguém sabe. Para muitos ainda pareça loucura, para alguns vai parecer coragem, para alguns vai parecer apenas capricho. O importante é que para mim não importa mais o que pareça.

Quinta-feira, Abril 03, 2003

Uma breve pausa

As vezes a gente tenta abraçar o mundo fazendo mil e uma coisas ao mesmo tempo sem dar a merecida atenção a cada uma delas. Por isso vou ter que parar meu treino de aikido por uns tempos. Pode parecer besteira para muitos mas para mim essa arte é uma mistura de terapia, arte, esporte, filosofia, religião...e essa separação, mesmo que momentânea, está sendo muito dolorosa. Até meu regresso, vou tentar aplicar os ensinamentos no meu dia a dia...e não é nada fácil!



Quarta-feira, Abril 02, 2003

Música da Noite

A onda ainda quebra na praia
Espumas se misturam com o vento
No dia em que você foi embora eu fiquei
Sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi, pensando em nós dois

Eu lembro a concha em seu ouvido
Trazendo o barulho do mar na areia
No dia em que você foi embora eu fiquei
Sozinho, olhando o Sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz, lembrando nós dois

Os edifícios abandonados
As estradas sem ninguém
Óleo queimado, as vigas na areia
A Lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos
Por entre os dedos da minha mão
Passaram certezas e dúvidas

Pois no dia em que você foi embora eu fiquei
Sozinho no mundo sem ter ninguém
O último homem no dia em que o Sol morreu

Terça-feira, Abril 01, 2003

Música do Dia

Sabe essas noites
Que você sai caminhando sozinho
De madrugada, com a mão no bolso na rua
E você fica pensando naquela menina
Você fica torcendo e querendo
Que ela estivesse na sua
Aí finalmente você encontra o broto
Que felicidade, que felicidade,
Que felicidade, que felicidade,
Você convida ela pra sentar
-Muito obrigada!
-Garçom, uma cerveja?
-Só tem chope.
-Desce dois, desce mais.
-Amor, pede uma porção de batata-frita?
-Ok, você venceu. Batata-frita.
Aí, blablablá, blablablá, blablablá,
Tititi, tititi, tititi. Você diz pra ela:
-Tá tudo muito bom.
-Bom
-Tá tudo muito bem.
-Bem
-Mas realmente, mas realmente,
Eu preferia que você estivesse nua.

Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar

Todo mundo dizia que a gente se parecia
Cheio de tal e coisa e coisa e tal
E realmente a gente era
A gente era um casal, um casal sensacional.

Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar

No começo tudo era lindo
Tudo divino, era maravilhoso
Até debaixo d'água nosso amor era mais gostoso
Mas de repente, a gente enlouqueceu
Eu dizia que era ela
Ela dizia que era eu

Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar

-Amor, que que'cê tem, 'cê tá tão nervoso!
-Nada, nada, nada.
-Foi besteira usar essa tática
Dessa maneira assim dramática.
-Eu tava nervoso.
-O nosso amor era uma orquestra sinfônica.
-Eu sei.
-E o nosso beijo, uma bomba atômica.

Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar

(É foi isso que eu disse pra ela)
(É foi isso que ela me disse)
Oh, baby, não!


Música vai dedicada ao povo que vai para a Festa dos 20 e poucos anos



Quer emagrecer?

Sabe-se que o sexo é um ótimo exercício, mas foi só recentemente que se fez um estudo científico sobre as calorias gastas durante as diversas atividades sexuais. Segue aqui um resumo do resultado dessas pesquisas:

TIRAR A ROUPA DELA:
Com o consentimento - 12 calorias
Sem o consentimento - 187 calorias

TIRAR O SUTIÃ DELA:
Com as duas mãos - 8 calorias
Com uma mão só - 12 calorias
Com os dentes - 85 calorias

COLOCAR UMA CAMISINHA:
Com ereção - 6 calorias
Sem ereção - 315 calorias

PRELIMINARES:
Tentar encontrar o clitóris - 8 calorias
Tentar encontrar o Ponto G- 92 calorias

POSIÇÕES:
Papai-mamãe - 12 calorias
69 deitado - 78 calorias
69 de pé - 112 calorias
Carrinho - 216 calorias
Cachorrinho - 326 calorias
Candelabro italiano - 912 calorias

ATINGIR O ORGASMO:
Verdadeiro - 112 calorias
Falso - 315 calorias

DEPOIS DO ORGASMO:
Ficar na cama abraçados - 18 calorias
Levantar-se imediatamente - 36 calorias
Explicar por que você levantou tão rápido - 816 calorias

OBTER UMA 2a EREÇÃO:
Se você tiver entre 20-29 anos - 36 calorias
Se você tiver entre 30-39 anos - 80 calorias
Se você tiver entre 40-49 anos - 124 calorias
Se você tiver entre 50-59 anos - 972 calorias
Se você tiver entre 60-69 anos - 2.916 calorias
Se você tiver 70 anos ou mais - Ainda esperando o resultado

VESTIR-SE DEPOIS
Sem pressa - 32 calorias
Correndo - 98 calorias
Com o pai dela batendo na porta - 1.218 calorias
Com sua namorada batendo na porta - 9.815 calorias








Cafeína na veia

Eu não sou muito fã de café ( e sei que um monte de gente aqui vai me esculhambar por isso), mas instalaram aqui na empresa uma máquina que faz capuccino que é show de bola! Sellaro, morra de inveja! Mudando de pau para cacete, hoje vi no jornal pela manhã que o salário mínimo vai aumentar. Estranho essa notícia ter saído no dia 1 de Abril...


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